segunda-feira, 21 de abril de 2008

ami poète, iront et compagnon d'autant journées, le temps a passé, mais sa poésie continue vit, resplendissant, joli et beau...


Ao mestre Vinícius de Moraes.



Querido amigo, o mundo mudou muito, guerras aconteceram, homens se desentenderam, o ser humano parece estar involuindo...

Saiba, porém, que nossa "patota" continua iluminada, idealista, vivente e acreditando na pureza das almas, na beleza do mundo.

Os poetas, hoje, são em maior número, embora, em grande parte, a qualidade de seus feitos seja por tantas vezes duvidosa. A música, agoniza, pois já não se faz canção como dantes.

Não sei dizer-lhe, se conseguirias viver hodiernamente..., creio que não...

Já não se ouvem mais as madrigais, os violões desafinaram, os dançarinos desapareceram e você foi o último dos vates da alta boemia.

Ah..., meu querido poeta, pudera eu ter-lhe aqui, agora, para que juntos pudéssemos cantar, sorrir, chorar..., que bom seria meu nobre amigo..., mas, como não há essa possibilidade, ao menos de forma corpórea, vou ficando por aqui, por mais um tempo, proclamando o amor e a poesia.


Vou cantando minha lira,

Com saudade de você

Revivendo os momentos,

E as canções de bem querer.

Vou com lágrimas dolentes,

Procurando entender:

Se a morte traz a vida;

Se você hei de rever.

Vou sozinho e tristonho,

Pelas noites a vagar.

Proclamando a poesia,

E a beleza de amar...

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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